Dona Lúcia, 78
Titular · níveis 1 a 3
“Quero continuar decidindo, mas não quero cair em um golpe.”
Viúva, mora sozinha, recebe aposentadoria. Usa o app com insegurança e já recebeu ligação de “falsa central”. Aceita ajuda se não se sentir vigiada.
Caso de Estudo × Fintech
Como um banco pode proteger o dinheiro de quem precisa de ajuda sem tirar dele a autonomia que ainda tem?
Cada pessoa tem um papel. A senha fica com a dona da conta.
O conceito em uso
Cenas geradas por IA, telas do protótipo conceitual e locução sintética em português. Personagens e situações são fictícios.
O problema
Entre fazer tudo sozinho e entregar a senha, falta um meio-termo seguro. Toque nas opções de hoje.
01
Inseguro, viola os termos do banco e não deixa rastro de quem fez o quê.
02
O ajudante vira cotitular, com acesso total e corresponsabilidade.
03
Burocrática e geralmente ampla demais para a ajuda do dia a dia.
04
Decidida por um juiz, para quem já não consegue gerir a própria vida civil.
Por que agora
O PL 1453/2026 propõe uma validação por pessoa de confiança para clientes 60+, sem que ela veja saldo ou extrato. O case parte dessa conversa, mas amplia o modelo: mais de uma pessoa, papéis diferentes e um caminho para quem já não consegue aprovar sozinho.
Procuração, curatela e Tomada de Decisão Apoiada são pontos de partida para validação jurídica, não conclusões do projeto.

Benchmark
O que já resolveAcesso informal ou formal para um familiar ou amigo.
Onde ainda falhaConfiguração por formulário, não no app.
O que já resolveCartão do cuidador que só acessa o valor que o titular transfere.
Onde ainda falhaNinguém supervisiona o que o cuidador gasta.
O que já resolveCartão de cuidador com limite diário e monitoramento de gastos incomuns.
Onde ainda falhaExige laudo médico e um único cuidador.
O que já resolveConceito de estudante: do amigo que só recebe avisos ao cuidador em tempo integral.
Onde ainda falhaNão sai do conceito; sem papel de validador.
Contas PJ (bancos brasileiros)
O que já resolveOperadores com perfis de acesso e alçadas de aprovação.
Onde ainda falhaLinguagem e regras pensadas para empresa.
Diferencial do case: juntar o melhor de cada um num modelo com papéis separados, configurável pelo próprio titular no app e adaptado ao contexto brasileiro (Pix, PL 1453/2026).
Delegar não é desaparecer da própria conta.É escolher como o cuidado entra nela.
O modelo
Operar, acompanhar e aprovar não precisam morar na mesma pessoa. Só a titular decide quem fica com cada um. Monte o arranjo de Dona Lúcia: escolha alguém e toque no papel.
O banco registra cada ação.
Uma pessoa pode acumular papéis (a filha supervisiona e valida), mas quem opera nunca valida o próprio gasto.
Cenários de autonomia
O mesmo modelo serve do idoso que só quer uma rede de segurança até quem já não consegue aprovar nada, com o arranjo mudando ao longo do tempo.
É o que o PL 1453/2026 propõe.
Quem sobe o nível? Nos níveis 1 a 3, o próprio titular ajusta ou revoga. No nível 4, o arranjo precisa nascer de um documento legal validado pelo banco, não de uma tela, para ninguém “rebaixar” a autonomia sem respaldo.
Laboratório navegável
A estrutura de segurança é a mesma; o jeito de falar e de aparecer muda com a marca. Escolha uma pele, escolha um fluxo e navegue no celular.
Escolha a pessoa, o papel e as regras. Cada convite tem login, biometria e permissões próprias.
Protótipo conceitual com dados fictícios. Inspirado na linguagem visual dos apps; não é um produto oficial do Itaú nem do Nubank.
Acesso de confiança
Quem vai estar ao seu lado?
Você escolhe o papel, as regras e pode mudar de ideia quando quiser.
Para quem desenhar
O case trata quem cuida como usuário de verdade, não só como risco: regras claras também protegem a cuidadora de acusações e mal-entendidos. Todas as personas são hipóteses a validar.
Dona Lúcia, 78
Titular · níveis 1 a 3
“Quero continuar decidindo, mas não quero cair em um golpe.”
Viúva, mora sozinha, recebe aposentadoria. Usa o app com insegurança e já recebeu ligação de “falsa central”. Aceita ajuda se não se sentir vigiada.
Marcos, 52
Filho e supervisor
“Não quero aprovar cada pão comprado. Quero saber quando algo foge do normal.”
Mora em outra cidade e se preocupa com golpes e com o que a cuidadora gasta.
Rose, 45
Cuidadora e operadora
“Preciso de regras claras e um registro que também me proteja.”
Faz mercado e farmácia para a família que a contrata. Hoje usa o cartão e a senha da patroa e se sente exposta a desconfianças.
Seu Antônio, 84
Titular · nível 4
“A cuidadora opera; esposa e filha aprovam o que sai da rotina.”
Tem curatela concedida à esposa. A conta é operada pela cuidadora; a esposa e a filha aprovam o que é fora da rotina.
Princípio de segurança
A imprensa já levantou que o validador pode ser justamente quem abusa financeiramente do idoso. Cada caso-limite ganhou uma resposta de design.
Resposta de design: Dois validadores no nível 4; saída discreta para o titular; o banco monitora padrões estranhos.
Fora do escopo do case: contestação judicial de curatela, herança e regras de outros produtos (crédito consignado, investimentos).
Fechamento do case
O sucesso se mede em duas frentes: menos dinheiro perdido em golpes e titulares que continuam se sentindo donos da própria conta. Como o case ainda é uma proposta, estes são os indicadores a acompanhar, não resultados.
Proteção
Operações bloqueadas que eram golpe; valor perdido por cliente com a feature ativa versus sem.
Autonomia
Percentual de titulares que dizem manter o controle; taxa de revogação por insatisfação.
Fricção
Tempo médio de resposta do validador; operações legítimas canceladas por falta de resposta.
Adoção
Clientes 60+ que ativam a feature; famílias que passam do nível 1 para o 2 ou 3.