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Caso de Estudo × Fintech

Acessodelegadocomconsentimento.

Como um banco pode proteger o dinheiro de quem precisa de ajuda sem tirar dele a autonomia que ainda tem?

O conceito em uso

Um dia comum, em menos de 30 segundos.

Cenas geradas por IA, telas do protótipo conceitual e locução sintética em português. Personagens e situações são fictícios.

Ler a locução
  • Dona Lúcia quer continuar no comando do próprio dinheiro.
  • A Rose cuida da rotina, dentro de um limite.
  • Quando algo foge do normal, o banco segura, e quem ela escolheu aprova.
  • O Marcos acompanha, sem precisar aprovar cada compra.
  • Acesso delegado com consentimento. Delegar não é desaparecer da própria conta.

O problema

Hoje, pedir ajuda com o dinheiro é uma escolha de tudo ou nada.

Entre fazer tudo sozinho e entregar a senha, falta um meio-termo seguro. Toque nas opções de hoje.

Acesso delegado
Faz tudo sozinhoEntrega tudo

01

Compartilhar a senha

Inseguro, viola os termos do banco e não deixa rastro de quem fez o quê.

02

Conta conjunta

O ajudante vira cotitular, com acesso total e corresponsabilidade.

03

Procuração

Burocrática e geralmente ampla demais para a ajuda do dia a dia.

04

Curatela

Decidida por um juiz, para quem já não consegue gerir a própria vida civil.

Por que agora

Uma lacuna entre ajuda e controle.

O PL 1453/2026 propõe uma validação por pessoa de confiança para clientes 60+, sem que ela veja saldo ou extrato. O case parte dessa conversa, mas amplia o modelo: mais de uma pessoa, papéis diferentes e um caminho para quem já não consegue aprovar sozinho.

Procuração, curatela e Tomada de Decisão Apoiada são pontos de partida para validação jurídica, não conclusões do projeto.

nsctotal.com.br/economia
Manchete: Pix e transferências de idosos podem exigir aprovação de parente para evitar golpes bancários
Recorte de notícia · NSC Total, 15/07/2026. Projeto que cria a “trava humana” para idosos.

Benchmark

O que o mercado já fez, e onde cada solução para.

Monzo · Trusted Access

O que já resolveAcesso informal ou formal para um familiar ou amigo.

Onde ainda falhaConfiguração por formulário, não no app.

Santander UK · Carers Card

O que já resolveCartão do cuidador que só acessa o valor que o titular transfere.

Onde ainda falhaNinguém supervisiona o que o cuidador gasta.

Bank of Ireland · Carer Package

O que já resolveCartão de cuidador com limite diário e monitoramento de gastos incomuns.

Onde ainda falhaExige laudo médico e um único cuidador.

BarclayBuddy · D&AD 2020

O que já resolveConceito de estudante: do amigo que só recebe avisos ao cuidador em tempo integral.

Onde ainda falhaNão sai do conceito; sem papel de validador.

Contas PJ (bancos brasileiros)

O que já resolveOperadores com perfis de acesso e alçadas de aprovação.

Onde ainda falhaLinguagem e regras pensadas para empresa.

Diferencial do case: juntar o melhor de cada um num modelo com papéis separados, configurável pelo próprio titular no app e adaptado ao contexto brasileiro (Pix, PL 1453/2026).

Delegar não é desaparecer da própria conta.É escolher como o cuidado entra nela.

O modelo

Separar poderes para manter escolhas.

Operar, acompanhar e aprovar não precisam morar na mesma pessoa. Só a titular decide quem fica com cada um. Monte o arranjo de Dona Lúcia: escolha alguém e toque no papel.

Pessoas

O banco registra cada ação.

Uma pessoa pode acumular papéis (a filha supervisiona e valida), mas quem opera nunca valida o próprio gasto.

Cenários de autonomia

Autonomia não é binária.

O mesmo modelo serve do idoso que só quer uma rede de segurança até quem já não consegue aprovar nada, com o arranjo mudando ao longo do tempo.

Rede de segurançaAjuda pontualDia a dia delegadoSem condição de aprovar
Titular
Pessoa de confiança
Decisão com o titularReversível por ele
Situação do titular
Autônomo, quer proteção contra golpes.
Quem faz o dia a dia
O titular
Quem aprova o que é sensível
Pessoa de confiança (modelo do PL)
Quem acompanha
Ninguém, ou avisos opcionais

É o que o PL 1453/2026 propõe.

Quem sobe o nível? Nos níveis 1 a 3, o próprio titular ajusta ou revoga. No nível 4, o arranjo precisa nascer de um documento legal validado pelo banco, não de uma tela, para ninguém “rebaixar” a autonomia sem respaldo.

Laboratório navegável

A mesma lógica. Duas expressões.

A estrutura de segurança é a mesma; o jeito de falar e de aparecer muda com a marca. Escolha uma pele, escolha um fluxo e navegue no celular.

Pele

Escolha a pessoa, o papel e as regras. Cada convite tem login, biometria e permissões próprias.

  • Login próprio: ninguém recebe a senha
  • Regras do papel, visíveis para todos
  • Autonomia reversível em um toque

Protótipo conceitual com dados fictícios. Inspirado na linguagem visual dos apps; não é um produto oficial do Itaú nem do Nubank.

9:41100%

Acesso de confiança

Quem vai estar ao seu lado?

Você escolhe o papel, as regras e pode mudar de ideia quando quiser.

Cada pessoa entra com o próprio acesso. Sua senha continua só sua.

Para quem desenhar

Quatro perspectivas. Um acordo mais justo.

O case trata quem cuida como usuário de verdade, não só como risco: regras claras também protegem a cuidadora de acusações e mal-entendidos. Todas as personas são hipóteses a validar.

Dona Lúcia, 78

Titular · níveis 1 a 3

“Quero continuar decidindo, mas não quero cair em um golpe.”

Viúva, mora sozinha, recebe aposentadoria. Usa o app com insegurança e já recebeu ligação de “falsa central”. Aceita ajuda se não se sentir vigiada.

Marcos, 52

Filho e supervisor

“Não quero aprovar cada pão comprado. Quero saber quando algo foge do normal.”

Mora em outra cidade e se preocupa com golpes e com o que a cuidadora gasta.

Rose, 45

Cuidadora e operadora

“Preciso de regras claras e um registro que também me proteja.”

Faz mercado e farmácia para a família que a contrata. Hoje usa o cartão e a senha da patroa e se sente exposta a desconfianças.

Seu Antônio, 84

Titular · nível 4

“A cuidadora opera; esposa e filha aprovam o que sai da rotina.”

Tem curatela concedida à esposa. A conta é operada pela cuidadora; a esposa e a filha aprovam o que é fora da rotina.

Princípio de segurança

O maior risco é a proteção virar controle.

A imprensa já levantou que o validador pode ser justamente quem abusa financeiramente do idoso. Cada caso-limite ganhou uma resposta de design.

Resposta de design: Dois validadores no nível 4; saída discreta para o titular; o banco monitora padrões estranhos.

Fora do escopo do case: contestação judicial de curatela, herança e regras de outros produtos (crédito consignado, investimentos).

Fechamento do case

Menos dinheiro perdido.
Mais gente no comando.

O sucesso se mede em duas frentes: menos dinheiro perdido em golpes e titulares que continuam se sentindo donos da própria conta. Como o case ainda é uma proposta, estes são os indicadores a acompanhar, não resultados.

Proteção

Operações bloqueadas que eram golpe; valor perdido por cliente com a feature ativa versus sem.

Autonomia

Percentual de titulares que dizem manter o controle; taxa de revogação por insatisfação.

Fricção

Tempo médio de resposta do validador; operações legítimas canceladas por falta de resposta.

Adoção

Clientes 60+ que ativam a feature; famílias que passam do nível 1 para o 2 ou 3.

Fontes